A Greve dos Caminhoneiros

O poluto Presidente Temer, em suas entrevistas lamuriantes, reage com destempero à greve geral dos caminhoneiros, cuja pauta principal ganhou apoio maciço da população, que não mais suporta a nova política desastrosa de preços dos derivados do petróleo, atualmente atrelada ao dólar.

Em recente evento em Minas Gerais, direcionado a empresários ligados à FIEMG, Temer fora aplaudido de pé quando sugeriu a redução da alíquota do ICMS – um imposto de competência estadual – que incide sobre o Etanol, Gasolina e Diesel. A proposta seria o tiro de misericórdia na já combalida finanças dos Estados. Só Minas Gerais, por exemplo, perderia, em média R$5 bilhões anuais, com prejuízos irreparáveis à educação, segurança, saúde e demais áreas sociais.

O moribundo Presidente finge desconhecer esses dados. No entanto, demonstra, com o “chapéu alheio”, forte interesse em solucionar esse grave problema. Qual a melhor alternativa para a população e os grevistas?

Ora, por que não ZERAR a carga tributária sobre esses produtos, que faria o litro dos combustíveis cair mais de 20%, sendo que o diesel, por exemplo, custaria menos de R$2,70? O que poderia compensar a perda estimada de R$80 bilhões anuais de ICMS, atualmente arrecadados pelos entes estaduais?

Simples: basta criar o Imposto sobre Movimentações Financeiras – IMF (antiga CPMF) e direcionar o produto de sua arrecadação para os Estados. Sabe qual o índice sobre a movimentação financeira para atingir esse montante de R$80 bilhões? Só 0,0055, equivalente a 0,55%. Isso sem falar na diminuição do “custo Brasil”, posto que o IMF é fácil de fiscalizar e controlar.

Será que o público presente no evento da FIEMG ficaria ainda mais feliz caso o Temer levantasse essa bandeira? Mas no óbvio não pairam dúvidas: os grevistas e o povo seriam os grandes beneficiados com essa medida.

A extinção do ICMS nos combustíveis afeta toda cadeia produtiva, com impactos macroeconômicos positivos.

Afinal, quando todos pagam, o governo arrecada mais e o povo paga menos!

A DIRETORIA

Um comentário

  1. Ernane Almeida
    Ipatinga

    Interessante que sempre é o povo que paga a conta.por que não corta nós gastos exorbitantes do governo,nós privilégios dos deputados e funcionários públicos.este pais é uma vergonha.este estado mineiro é uma vergonha.todos nós só temos um sentimento,O de revolta e vergonha desta nação. Tenho vergonha de ser brasileiro,Tenho vergonha de ser mineiro.

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