A verdade que não quer ser dita!

Segundo informações obtidas de terceiros, ontem o Secretário Bicalho se reuniu com os Superintendentes e o Sub da Receita. Na reunião ele informou que “pretende” pagar o complemento da ajuda de custo, contudo, não se comprometeu com uma data. O Secretário ressaltou, ainda, que o problema não seria financeiro, mas político.

Insta relatar que desde o primeiro dia após a frustração do pagamento, a Diretoria do SINFFAZFISCO, para não distribuir boatos e informar corretamente aos seus representados, solicitou uma audiência com o Subsecretário da Receita, João Alberto Vizzotto (veja aqui), contudo, até o presente momento, nem mesmo resposta à solicitação foi dada.

Mesmo assim, o SINFFAZFISCO esteve em contato direto com autoridades do Governo, no sentido de destravar o pagamento do prêmio, sem sucesso, todavia. No entanto, a verdade que não quer ser dita e assumida pelo Sub da Receita e seus Superintendentes é uma só:

A AJUDA DE CUSTO COMPLEMENTAR NÃO MAIS SERÁ PAGA!

O  Subsecretário da Receita e seus Assessores prometeram uma gratificação extra do bônus de eficiência pela superação das metas do Regularize. A categoria fez sua parte, cabe agora a eles, que firmaram o compromisso com a categoria (sem intermediação alguma do Sindicato), cumprirem sua parte no acordo.

Sobre o tal pagamento, essa cúpula se comprometeu diretamente com as Chefias – excluindo a Diretoria do SINFFAZFISCO e consequentemente a categoria que tem o dever de representar – de todas as negociações sobre esse complemento (valor, divisão, data de pagamento, etc). Cabe agora a ela, portanto, viabilizar o pagamento, ao invés de querer dividir o ônus da sua bancarrota com a Diretoria e representados do SINFFAZFISCO ou, até mesmo, transferir para esta Diretoria/categoria a responsabilidade pelo calote.

Além do mais é preciso saber:

Haverá entrega de cargos da cúpula em revolta pelo não pagamento?

Caberia a essa cúpula, se tivesse o mínimo de hombridade, cumprir a ameaça que muitos fizeram há poucos dias atrás que: se o Governo não pagasse o prometido “todos” iriam entregar os cargos: Subsecretário da Receita, SRF’s, Super’s da CAMG, etc. Por que ainda não o fizeram?

É preciso que a categoria entenda.

– “Quem pariu Mateus que o embale”! Quem se comprometeu diretamente com a categoria (alijando a Diretoria do SINFFAZFISCO de todas as negociações), agora tem de responder perante ela sobre a frustração que causou;

– que essa cúpula, que assedia diuturnamente os Gestores do Fisco Mineiro, Técnicos e Analistas e que descumpre a lei de carreira do fisco há mais de 13 anos, que age na ALMG contra os Gestores do Fisco, deseja agora jogar no colo das entidades que os representam a responsabilidade de viabilizar esse pagamento mediante a deflagração de greve para conseguir o que eles – da “Administração” – se comprometeram a conseguir e não conseguiram;

– que não é papel da Diretoria do Sindicato soltar notinhas sobre “boatos” recebidos de terceiros sobre assuntos de remuneração. Uma Administração séria informa e discute sobre isso com o Sindicato e deixa que ele divulgue para a categoria suas conquistas. Se não quer respeitar o Sindicato e seu papel, que assumam o resultado de seus erros;

– que a Diretoria deste Sindicato não é composta de amadores e inocentes sindicais e, não somos e não permitiremos que nossos representados sejam feitos de néscios e usados como bucha de canhão de administradores irresponsáveis e sem escrúpulos;

– que a única atitude minimamente coerente e que salvaria a honra dos ocupantes da cúpula da SEF seria “a renúncia coletiva” dos cargos que ocupam atualmente, porque não têm mais a mínima condição de liderar seus comandados e exigir deles o cumprimento de metas e obrigações, já que eles não cumprem o que escrevem “formalmente” no MG e menos ainda o que falam.

Dito isso, informamos que nos próximos dias convocaremos uma Assembleia Geral para tratar dos seguintes assuntos:

– posição da categoria em relação ao recuo da Administração da SEF no pagamento do prêmio extra da ajuda de custo, bem como a divisão injusta que ele trazia;

– renúncia coletiva da cúpula da SRE;

– outras reivindicações da categoria que se encontram em aberto, como a retirada do IPCA do cálculo da GEPI, etc;

– deflagração ou não de greve por tempo indeterminado;

A DIRETORIA

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